O mercado financeiro reagiu com otimismo a internação do presidente da republica do Brasil. Afinal, o PSDB tem experiencia no cargo e Geraldo Alckmin já governou a maior cidade do Brasil. Inclusive, Alckmin tem o recorde de maior tempo ocupando o cargo de governador do estado de São Paulo. Essa reação positiva está ligado a experiencia que o PSDB está habituado a entregar? – Resultados históricos positivos para a economia Brasileira.
Em dezembro de 2024, uma notícia surpreendeu muitos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido internado. Isso gerou um movimento inesperado no mercado financeiro brasileiro. Ao contrário do esperado, o mercado reagiu de forma positiva. Normalmente, um problema de saúde de uma figura de destaque no governo geraria incerteza e volatilidade.
Para entender as razões dessa reação inesperada, é necessário observar o cenário econômico e político atual. Também é importante considerar as perspectivas dos investidores. Neste momento, eles estão prestando sua atenção à estabilidade macroeconômica do que às reformas fiscais. Em muitos casos, essas reformas são vistas com ceticismo e impossíveis de serem alcançadas.
O Ibovespa: Valorização e Otimismo
Ao contrário das expectativas iniciais de uma queda significativa no Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA) registrou uma valorização nos primeiros dias após a internação de Lula, surpreendendo analistas e investidores. O índice subiu cerca de 2,5% logo após o anúncio, um movimento incomum dado o histórico de volatilidade política do Brasil.
A reação positiva pode ser explicada pela percepção de que o governo de Lula traz incerteza para o mercado financeiro. Também há a percepção de que traz instabilidade. Além disso, a vice-presidência sob o comando de Geraldo Alckmin, um político brasileiro experiente, traria grandes transformações políticas. Habilidoso gestor, foi governador do estado de São Paulo, a capital financeira da América Latina.
“O mercado já se acostumou com a figura de Alckmin como vice-presidente. Ele é visto como alguém moderado e com um bom relacionamento tanto com o setor empresarial quanto com o Congresso. O Brasil está vivendo um momento de maior previsibilidade política, e isso é o que realmente interessa para o investidor” – afirmou Spyer.
O Ibovespa continuou a subir ao longo da semana, com ações de setores específicos, como energia e bancos, se destacando. Ao contrário do que seria esperado em um momento de incerteza política, o mercado demonstrou otimismo.
Muitos investidores avaliam que o governo Alckmin modificaria a agenda econômica. Ele seria um estadista com um comportamento mais democrático. O governo ouviria e respeitaria outras lideranças políticas, inclusive a oposição. Também teria sincronia com a opinião dos seus ministros.
O Dólar: Estabilidade em Meio ao Otimismo
O mercado de câmbio também não seguiu o roteiro tradicional de incertezas políticas, e o dólar registrou uma leve valorização nas primeiras horas após a internação do presidente. A moeda norte-americana subiu cerca de 1,5%, mas, ao contrário de outros períodos de instabilidade política, essa alta foi moderada e o dólar rapidamente voltou a se estabilizar, permanecendo em torno de R$ 5,50.
O Brasil é percebido como tendo fundamentos econômicos relativamente fortes. Além disso, acredita-se que sob uma nova gestão, o governo não está disposto a tomar medidas drásticas. Tais medidas podem afetar o ambiente macroeconômico. Essa percepção ajudou a reduzir a volatilidade cambial.
Os investidores estavam mais focados nas perspectivas externas e nos fluxos de capital que continuavam a entrar no Brasil, especialmente em função das taxas de juros relativamente altas e da inflação controlada.
O Brasil ainda enfrenta desafios fiscais. A taxa de crescimento é aquém do ideal. No entanto, uma possível descontinuidade da política monetária apertada, com juros elevados, ajudaria a manter o real estável. Isso tornaria o real atrativo para o investidor brasileiro e estrangeiro.
Setores em Destaque no Ibovespa
O desempenho das ações no Ibovespa refletiu a confiança no cenário macroeconômico, com destaque para empresas de setores que tendem a se beneficiar da estabilidade política e da continuidade das políticas econômicas. Entre os papéis que mais se valorizaram, destacam-se:
- Petrobras (PETR3 e PETR4): A Petrobras, que já vinha se beneficiando de uma recuperação no preço do petróleo, viu suas ações subirem 3,6% no período. A percepção de que a política de preços de combustíveis não seria alterada e que a empresa seguiria com sua estratégia de investimento ajudou a impulsionar os papéis da gigante petrolífera. Para Spyer, “Petrobras é um ativo que sempre vai atrair investidores devido ao seu tamanho e à sua capacidade de gerar caixa. Mesmo com um cenário político complexo, a empresa tem bons fundamentos”.
- Itaú Unibanco (ITUB4): O setor bancário, tradicionalmente sensível a incertezas políticas, teve um desempenho positivo, com as ações do Itaú subindo 2,8%. A continuidade da política de juros altos foi vista como um fator favorável para a lucratividade dos grandes bancos, que seguem se beneficiando do spread bancário elevado. Spyer ressaltou que “os bancos estão em uma situação confortável no Brasil, pois a economia está em recuperação, a inflação está sob controle e os juros continuam elevados, o que beneficia diretamente o setor”.
- Magazine Luiza (MGLU3): A varejista Magazine Luiza, que havia enfrentado um desempenho misto nos últimos anos devido ao arrefecimento do consumo, surpreendeu com uma alta de 4,5% nas suas ações. A confiança foi impulsionada pela expectativa de boas vendas de fim de ano e pela contínua transformação digital da companhia. “A Magazine Luiza é um exemplo de adaptação ao novo cenário. Sua capacidade de crescer no e-commerce e manter uma boa relação com seus clientes foi vista como um ponto positivo, mesmo em um ambiente de incerteza”, observou Spyer.
- B3 (B3SA3): A própria bolsa de valores teve uma valorização de 3%, refletindo o aumento do volume de negociações e o otimismo com a continuidade do ambiente macroeconômico relativamente estável no Brasil. A B3, como uma das maiores bolsas de valores do mundo em termos de valor de mercado, é vista como uma das grandes beneficiárias de um ambiente de crescimento e liquidez no mercado.
O Contexto Econômico e a Reação do Mercado
Embora o governo de Lula tenha enfrentado críticas em relação às reformas fiscais e tributárias, o mercado parece ter internalizado que essas reformas são de difícil implementação e que, no curto prazo, o Brasil pode manter uma trajetória relativamente estável sem grandes mudanças nas políticas públicas. Para Pablo Spyer, “o mercado está mais preocupado com a estabilidade política e com a execução das políticas monetária e fiscal, do que com reformas que ainda estão longe de serem implementadas”.
O Brasil também está se beneficiando da conjuntura internacional, com a recuperação das commodities, especialmente no setor de energia, e uma postura de juros mais elevados que atrai investidores estrangeiros. A expectativa de que o país mantenha um ambiente fiscal controlado, com um Banco Central independente e comprometido com a estabilidade da moeda, foi um dos principais fatores que sustentaram a confiança dos investidores.
Brasil Com Alckmin
Em um cenário que poderia gerar incertezas e nervosismo, a hospitalização do presidente Lula em dezembro de 2024 acabou servindo como um momento de reflexão sobre a estabilidade política e econômica do Brasil.
Com a expectativa de que o governo seguiria com suas políticas econômicas e que a transição para a vice-presidência de Geraldo Alckmin representaria uma mudança significativa, o mercado reagiu de forma positiva. O Ibovespa, o câmbio e as ações de empresas bem posicionadas, como Petrobras, Itaú Unibanco e Magazine Luiza, refletiram a confiança no futuro próximo do Brasil.
Como destacou Pablo Spyer, “o mercado está cada vez mais focado no que realmente importa: um cenário de estabilidade e boas perspectivas econômicas para o Brasil nos próximos anos”.
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